Quando estendemos o braço e olhamos para o polegar com um olho de cada vez, ele parece saltar de lado contra o fundo. Os dois olhos estão separados por cerca de 6.5 cm, e cada um vê o polegar numa direção um pouco diferente. Esse deslocamento aparente se chama paralaxe, e é com ele que medimos a distância da Lua e das estrelas mais próximas.

Na simulação, a vista de cima mostra os dois pontos de observação, separados pela base, e as linhas de visada que partem de cada um deles até o alvo. O ângulo entre essas linhas, no alvo, é o ângulo de paralaxe, e o seu valor aparece em graus abaixo das câmeras. As duas câmeras mostram o que cada ponto vê. As estrelas do fundo estão tão longe que ficam no mesmo lugar nas duas vistas, e por isso só o alvo muda de posição. A linha tracejada marca a direção em frente, que é a mesma para as duas câmeras, e serve de referência para comparar o salto.

Os três exemplos reproduzem os casos que vimos na aula. Quando o salto fica pequeno demais para ser percebido, podemos reduzir o campo de visão das câmeras, como faríamos com um binóculo ou um telescópio. Em alguns casos o triângulo não cabe no quadro em escala, porque o alvo está longe demais em comparação com a base. Nesses casos a distância é desenhada menor do que deveria, e o aviso abaixo do desenho indica quantas vezes. O valor do ângulo, entretanto, é sempre o verdadeiro.

Para explorar

  1. Comece pelo exemplo do polegar e aumente a distância aos poucos, sem mexer na base. O que acontece com o salto nas câmeras e com o ângulo?
  2. Agora deixe a distância fixa e aumente a base. O ângulo cresce ou diminui?
  3. Coloque o alvo a 6 m com uma base de 65 cm e compare com o exemplo do polegar. Por que os dois ângulos são iguais?
  4. No exemplo da Lua, a base é o raio da Terra, com mais de 6 mil km, e mesmo assim o ângulo fica perto de 1 grau. A estrela mais próxima do Sol está cerca de 100 milhões de vezes mais longe que a Lua. Que base poderíamos usar para medir a paralaxe dela?