Muitos de nós conhecemos a imagem da Via Láctea. Sabemos que é uma espiral, que tem braços, um buraco negro no centro e bilhões de estrelas, e que o Sol está longe do centro. Mas a imagem não conta como a Galáxia chegou a ser assim, nem o que mantém o Sol na sua órbita. Curiosamente, a resposta a esta segunda pergunta não é “o buraco negro central”. Tanto é assim que dentro da órbita do Sol há umas 25 mil vezes mais massa do que a de Sgr A*!
A Via Láctea guarda a própria história no movimento e na composição das suas estrelas.
Em 2016 o satélite Gaia começou a medir a posição, a distância e a velocidade de mais de um bilhão de estrelas. Com esses dados nós passamos a saber de onde veio cada grupo de estrelas, quando ele chegou e o que encontrou aqui. Descobrimos que a Galáxia engoliu outra galáxia há uns 11 bilhões de anos e que o disco ainda oscila por causa de uma perturbação de algumas centenas de milhões de anos. Também descobrimos que a colisão com Andrômeda, que parecia certa, voltou a ser discutida.
Esta imersão contará essa história em quatro aulas, do presente até os primeiros bilhões de anos da Galáxia, e termina com o que vem pela frente. O Gaia DR4, a próxima liberação de dados, sai em 2 de dezembro, dezoito dias depois da imersão. Quem fizer a imersão vai ser capaz de compreender o que for divulgado nas notícias.