O Nobel de Física de 2026, dado a Francis Halzen pelo IceCube, parece repetir prêmios anteriores, e a explicação está nas regras e nos vieses do próprio prêmio. Defendo que ele continua sendo um bom mapa da Física, desde que se saiba quem o desenhou.
Astrofísica de A a Z
Escrevo aqui toda semana sobre astrofísica e cosmologia. Não é uma curadoria de notícias. São textos opinativos sobre o que considero que vale a pena pensar com calma. Não me limito a escrever apenas sobre resultados científicos. Também falo bastante sobre o modo de fazer ciência e decidir o que é verdade ou não: quem descobriu o quê, que evidência sustenta uma afirmação, onde a imprensa passou da conta, etc. São cinco a dez minutos de leitura por edição. A inscrição é gratuita.
Por onde começar
Hoje conhecemos a fração de hélio que o Sol tinha ao nascer com três casas decimais de precisão. Há um século, ninguém sabia nem a ordem de grandeza (...)
A vacaQuando um objeto novo aparece no céu e ninguém sabe o que ele é, recebe um nome provisório. Foi o que aconteceu em 2018, quando o ATLAS flagrou um ponto novo e o catalogou como AT2018cow (...)
Falar é fácil!A dinâmica orbital já explicava 3I/ATLAS na primeira semana de observação, sem precisar de massa, tamanho ou constituição. Ainda assim, falou-se em tecnologia alienígena. Uma correção sobre a cobertura do terceiro objeto interestelar, e uma lição de Sagan que continua atual.
À caça das estrelas colossaisExiste um tamanho máximo para uma estrela? A resposta envolve desafios observacionais, incertezas de modelagem e uma física de formação que ainda não está resolvida
Vera Rubin e a revolução que se aproximaNo último dia 26 de março recebemos o primeiro pacote de dados do Observatório Vera Rubin (...)
O legado de um visionárioA história da ciência está cheia de pessoas geniais que deram passos importantes na sua época. Mas apenas um punhado delas carrega a glória de estabelecer ideias que perduram no tempo.
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A gravidade tem uma termodinâmica própria, em que perder energia significa esquentar. O Teorema do Virial explica por que a estrela em formação acende, por que o Sol de Kelvin parecia jovem demais para Darwin e por que o núcleo de um aglomerado globular colapsa.
Os pontinhos vermelhos do James Webb escondem buracos negros, mas talvez não sejam uma classe única. A linha do tempo sugere que o nome junta objetos diferentes e fases diferentes, como as nebulosas de Messier juntavam galáxias e nuvens de gás.
Simulações de 2026 mostram que a própria Via Láctea imprime nas correntes estelares as mesmas marcas atribuídas a subhalos de Matéria Escura. O controle chegou tarde, não descarta os subhalos e muda o que uma corrente sozinha pode provar.
Sempre que falo sobre evolução estelar, aparece a questão: o Sol vai engolir a Terra? A resposta padrão é sim (...)
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Semana passada a colaboração GRAVITY+ anunciou a descoberta de S301, uma estrela que orbita o buraco negro do centro da Via Láctea a 25 mil km/s (...)
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