Quando um objeto novo aparece no céu e ninguém sabe o que ele é, recebe um nome provisório. Foi o que aconteceu em 2018, quando o ATLAS flagrou um ponto novo e o catalogou como AT2018cow (...)
Astrofísica de A a Z
O Astrofísica de A a Z é o lugar onde escrevo toda semana sobre conceitos relevantes ou temas da atualidade na astrofísica e na cosmologia. Não é uma curadoria de notícias. São textos opinativos sobre o que considero que vale a pena pensar com calma. Cinco a dez minutos de leitura por edição. Inscrição é gratuita.
Ontem a Lua cobriu o Sol sobre a Islândia e a Espanha por pouco mais de dois minutos. Shadia Habbal, da Universidade do Havaí, montou cinco locais de (...)
Em 1944 o grande astrônomo Walter Baade classificou as estrelas da Via Láctea em dois grupos (...)
Duas naves caríssimas estão atrás de vida em luas congeladas, longe de qualquer Zona Habitável. Por que gastar tanto, e por que Europa antes de Encélado (...)
Em setembro a NASA anunciou uma bioassinatura potencial em Marte, e a imprensa noticiou como descoberta. Entre uma coisa e outra existe uma régua de sete degraus (...)
A ciência avança: as lições do passado podem até ser úteis, mas os dados antigos são ultrapassados porque nossos equipamentos modernos os tornaram obsoletos. Esta é a visão de muitos, e parece fazer sentido. No entanto, está errada por um motivo bem simples
Assim como a luz, as ondas gravitacionais têm um espectro, e cada faixa de frequência revela fenômenos diferentes. Do nanoHz sondado pelos pulsares ao miliHz que a futura LISA vai observar, o futuro da astrofísica de buracos negros não está num único observatório poderoso, mas em várias janelas espectrais abertas ao mesmo tempo.
A dinâmica orbital já explicava 3I/ATLAS na primeira semana de observação, sem precisar de massa, tamanho ou constituição. Ainda assim, falou-se em tecnologia alienígena. Uma correção sobre a cobertura do terceiro objeto interestelar, e uma lição de Sagan que continua atual.
Uma pergunta de aparência escolar, de onde vem o ouro?, esconde um problema de fronteira da astrofísica nuclear. O que um artigo recente, lendo rochas do fundo do Pacífico, acrescenta ao debate sobre onde se forjam os elementos mais pesados que o ferro.
Por trás de cada grande virada conceitual da astrofísica costuma haver um equipamento novo. O que o Nancy Grace Roman Space Telescope pode e não pode repetir dessa história.
Existe um tamanho máximo para uma estrela? A resposta envolve desafios observacionais, incertezas de modelagem e uma física de formação que ainda não está resolvida
O campo magnético raramente aparece em manchetes, mas entre os fenômenos astrofísicos costuma ser o ator principal, dos planetas aos aglomerados de galáxias
Nós sempre nos perguntamos se havia vida fora da Terra, mas foi apenas neste último século que esta pergunta ganhou contornos científicos
Betelgeuse é uma estrela de cor vermelha, brilhante e visível a olho nu na constelação de Órion. Há registros de que vários povos antigos a identificaram como uma estrela de brilho variável.
A história da ciência está cheia de pessoas geniais que deram passos importantes na sua época. Mas apenas um punhado delas carrega a glória de estabelecer ideias que perduram no tempo.
Tanto a Matéria Escura quanto a Energia Escura foram propostas há quase um século (...) e ainda não fazemos ideia do que são.
No último dia 26 de março recebemos o primeiro pacote de dados do Observatório Vera Rubin (...)